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Bariátrica

Bariátrica

Gastroplastia, também chamada de Cirurgia Bariátrica, Cirurgia da Obesidade ou ainda de Cirurgia de redução do estômago, é, literalmente, a plástica do estômago (gastro = estômago, plastia = plástica) que tem como o objetivo reduzir o peso de pessoas com o IMC muito elevado.

É uma cirurgia realizada em pessoas com o peso muito acima do ideal, os chamados obesos mórbidos.

O Brasil é o 2º colocado em número absoluto de cirurgias bariátricas, com 60 mil por ano, ficando atrás apenas dos EUA, onde são realizadas 300 mil.

Indicações gerais para cirurgia bariátrica segundo OMS
Pessoas com Índice de Massa Corpórea (IMC) igual ou superior a 40 Kg/m².
Pessoas com Índice de Massa Corpórea (IMC) entre 35 e 40 Kg/m², que apresentem doenças associadas a obesidade como diabetes, hipertensão, apneia do sono, dislipidemia e artropatias.

Classificação da Obesidade



A classificação da obesidade é de acordo com o IMC =(Peso/altura²) O aumento de peso atualmente está divido em:

Abaixo de 18,5 - Abaixo do peso
Entre 18,5 e 25 - Peso ideal
25 a 29,9 - Sobrepeso
30 a 34,9 - Obesidade Grau I
35 a 39,9 - Obesidade Grau II
Acima de 40 - Obesidade Grau III (ou mórbida)
Mas esses índices variam. Um atleta pode ter um alto IMC sem ser obeso, já que músculos pesam mais do que gordura.

Tipos de cirurgias O tratamento clínico é escolha em pacientes com sobrepeso e obesidade leve (IMC entre 30-34,9 Kg/m²). Hoje está estabelecido que o tratamento cirúrgico está indicado em pacientes definidos com obesidade moderada (IMC > 35 Kg/m²) que tenham comorbidades como apneia do sono, hipertensão, diabetes mellitus, dislipidemia, artropatias ou aqueles pacientes com IMC > 40 Kg/m² independente de haver comorbidades ou não. Isso porque já foi evidenciado que existe um risco muito maior do paciente morrer por complicações clínicas relacionadas à obesidade do que morrer com a realização da cirurgia e os benefícios que ela traz.

Tipo de mecanismo das cirurgias bariátricas:



Totalmente Restritivos - Causam restrição do estômago. Banda Gástrica Ajustável, Cirurgia de Mason e Cirurgia de Sleeve; Mistos e Predominantemente restritivos: os desvios gástricos como o Bypass Gástrico com e sem anel; Mistos e Predominantemente disabsortivos: as derivações bileopancreáticas (Duodenal Switch, Scopinaro); Totalmente disabsortivo - Bypass Jejuno-Ileal (essa cirurgia foi proibida por complicações relacionadas à alça exclusa); Os tipos de cirurgias bariátricas mais frequentemente realizados segundo Kawahara são:[4]

A técnica mais conhecida e estudada é a chamada Cirurgia de Bypass em Y de Roux. A cirurgia inicia com uma videolaparoscopia. Na sequência, os procedimentos são idênticos. O estômago, que tem capacidade para cerca de dois litros é seccionado com um grampeador cirúrgico de maneira a se obter um novo estômago com capacidade para apenas 15-30ml. Uma alça intestinal é anastomosada ao novo estômago para permitir a saída e a absorção dos alimentos que é chamada anastomose gastrojejunal. O funcionamento da cirurgia é através da restrição da ingestão de alimentos, e em menor parte por disabsorção, uma vez que cerca de 150 cm de intestino delgado são desviados (técnica mista - predominantemente restritiva). O emagrecimento acentuado pode requerer cirurgias plásticas para a retirada do excesso de pele.

Um outro grupo de cirurgias para redução de peso é o das cirurgias chamadas "predominantemente disabsortivas" e as principais representantes deste grupo são as realizadas pela técnica de Scopinaro e o "Duodenal Switch". O paciente pode apresentar diarreia ao ingerir alimentos gordurosos e ter desnutrição proteica sobretudo no Scopinaro. Tanto o Scopinaro quanto o Duodenal Switch podem ser feitos por laparoscopia.

Em todas as técnicas, o paciente precisa ser acompanhado de perto por uma equipe especializada multidisciplinar e receber suplementos de vitamina B12, Cálcio e polivitamínicos.